O nome de Deus



 

 


    No texto original do Velho Testamento há várias designações diferentes que foram traduzidas genericamente como "Deus".

    Algumas vezes elas ocorrem como
“Elohim”; outras como “El Shadai”; outras como “Adonai e ainda outras como "Todo-Poderoso".

    No capítulo 1 do texto hebraico original (esquerda), a palavra traduzida como "Deus" é sempre "Elohim" (plural).


   
No capítulo 2 (direita), o nome "Jeová" também aparece quando o homem foi criado.
 

 



O tetragrama JHVH
 

    Nas antigas escrituras hebraicas, o nome "Jeová" foi representado através dos 4 caracteres "JHVH". Com relação ao nome "Jeová", traduzido a partir do "Tetragrama JHVH”, os editores de algumas versões em português (incluindo da Sociedade Bíblica do Brasil), adotaram a identificação desse nome através da palavra "SENHOR", escrita totalmente com letras maiúsculas, para diferenciá-lo da palavra "Senhor" com apenas a inicial maiúscula, a qual foi traduzida da expressão hebraica "Adonai".

    Como podemos constatar através desse recurso nessas versões especiais, a maioria das ocorrências da palavra "Senhor" no Velho Testamento é escrita totalmente com letras maiúsculas, o que significa que Jeová predominou no VT assim como o Pai predominou no NT.
 

    Ao longo dos anos, especialmente durante o período do Exílio, a pronúncia do nome representado por JHVH (veja detalhe na foto ao lado) foi perdida, porque os judeus temiam até por pronunciar esse nome, por entenderem que poderiam estar violando o terceiro mandamento: "Não tomará o nome do Senhor teu Deus em vão" (Ex. 20:7).

    A introdução de vogais através dos "sinais massoréticos" ocorreu somente a partir do quinto século DC. Este fato explica porque essa expressão "JHVH" pode ser transliterada tanto por Javé, Iavé ou Jeová.

    Então eu pergunto: Se os cristãos fossem predestinados para serem um povo chamado pelo nome de Jeová, conforme sugere Amós 9:11 e 12, porque deveria esse nome representado pelo Tetragrama "JHVH" ser abolido das escrituras gregas do NT? Os "Testemunhas de Jeová" tentam responder essa questão através de malabarismos teológicos.

    Em João 17:6 e 26, Jesus orou: “Manifestei teu nome aos homens". Cabe então a pergunta: Que nome Jesus manifestou aos homens? Com certeza não foi o de Jeová, pois Jesus só se referia a Deus pela expressão "Pai", não havendo nunca mencionado o nome "Jeová", durante todo seu ministério, como reportam os Evangelhos.
 


Quem é o verdadeiro Deus?
 

    Devido às traduções adulteradas e conveniências teológicas, algumas expressões que se referiam originalmente à Jeová foram generalizadas para a palavra "Deus". Os "Testemunhas de Jeová" conhecem bem esse assunto, pois eles procuram argumentos para identificar Jeová com o Deus Pai, porem não com Jesus, a quem eles consideram "inferior à Deus".

    Uma prova que a expressão "Deus" pode ser generalizada está em 2 Coríntios 4:4, que diz: O deus deste século cegou as mentes dos incrédulos, para que eles não vejam a luz do evangelho da glória de Jesus Cristo. É evidente que esse "deus" não se refere ao Pai, porque Ele quer justamente abrir as mentes das pessoas, ao invés de fechá-las.

    Alguns anjos revelam profundamente esse sentimento de cegar o entendimento dos homens e evitar que cheguem ao conhecimento da verdade. Embora muitos discordem desse fato, Jeová é um anjo, o qual passou-se por Deus e enganou a Abraão, que supunha estar sendo visitado pelo Deus Altíssimo.

   
Mas nós sabemos que o verdadeiro Deus não aparece fisicamente aos homens, nem faz refeições com eles, como Jeová fez em certa ocasião com Abraão (Gn.
18:1 a 7), porque Ele é espírito. Em João 1:8 lemos: Ninguém jamais viu a Deus, mas o Filho que está à destra do Pai, o fez conhecido. Jesus fez o Pai conhecido durante seu ministério entre os homens.

 

 

Jesus omitiu o nome "Jeová" que constava no texto do livro de Isaias
 

    Na sinagoga de Nazaré (Lc. 4:14 a 21), Jesus tomou o rolo das escrituras e leu Isaias 61:1 e 2, onde o Tetragrama era usado na escrita original, mas Ele propositalmente omitiu o nome "Jeová" que constava no texto.

    Sempre que Jesus se referia a Deus, Ele usava a expressão "Pai". Essa é uma prova clara que o ministério de Jesus é ligado ao Pai, mas não a Jeová.

    Jesus também substituiu a palavra "vingança" do texto original de Isaias pela palavra "favor", porque seu ministério é fundamentado em amor e misericórdia e não em vinganças e retaliações, como o de Jeová.

    Antes de sua conversão, Paulo era um fariseu que perseguia os cristãos, imaginando estar servindo o Deus verdadeiro, mas na realidade estava servindo a Jeová, o deus do VT, o qual permitia perseguições, apedrejamentos e punições de morte, assim como toda a sorte de violência.

    Após sua conversão, Paulo admitiu finalmente que há um só Deus - o Pai, como ele escreveu em 1 Coríntios 8:4 a 6 …"ainda que hajam muitos deuses e muitos senhores, para nós há um só Deus, o Pai".
 


Jesus é o verdadeiro Deus
 

    Jesus é o verdadeiro Deus (1 Jo. 5:20). Ele éEmanuel que significa "Deus conosco" (Mt.  1:23).

    Quando Filipe lhe pediu para que mostrasse o Pai a ele, Jesus respondeu: Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de haver estado tanto tempo convosco? Quem vê a mim vê o Pai. Como podes dizer - Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?" (Jo. 14:8 a 10).

    T
omé era um judeu e teria observado o primeiro mandamento, não chamando a ninguém "meu Senhor e meu Deus", a não ser Jeová. Quando ele chamou Jesus de "Senhor meu" e "Deus meu" em contravenção ao primeiro mandamento do "Decálogo" do VT, Jesus não o repreendeu, porque sua declaração pública era verdadeira. Por sua vez, se Jesus admitisse que Jeová era o Deus verdadeiro, não permitiria que seu discípulo lhe imputasse uma glória que não fosse dele.

    Em Filipenses 2:9 e 10, lemos que Jesus recebeu um nome acima de todo nome (inclusive o de "Jeová"), para que ao nome de Jesus todo joelho se dobrasse no céu, na terra, ou debaixo da terra. Os "Testemunhas de Jeová" tentam diminuir a glória do Filho, a fim de identificar Jeová como o Deus Supremo e reconhecer Jesus apenas como um "ser divino", debaixo da autoridade de Jeová.


 

       

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