Se o Pai fosse o mesmo que Jeová, Ele não se revelaria face a face aos homens, dando-lhes instruções verbais ou até mesmo fazendo refeições com eles, como Jeová fez com o patriarca Abraão (Gn. 17:1; 18:1-8; 26:2; 48:3; Ex. 24:10-11; 33:11-23), porque o apóstolo João confirma que Deus nunca foi visto por ninguém, seja face a face, de costas, ou sob qualquer ângulo! (Jo. 5:37; 1 Jo. 4:12)

    A “plena glória” do Pai foi manifestada unicamente pelo Filho, como se pode ler em João 1:17... “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito que está no seio do Pai, este o fez conhecer”.

 

 

Se o Pai fosse o mesmo que Jeová...

 
 
 

 

    Se o Pai fosse o mesmo que Jeová, Ele não adotaria o princípio da vingança na base do "olho por olho, dente por dente" (Ex. 21:24; Lv. 24:20; Dt. 19:21), porque Jesus trouxe ensinos diferentes, do tipo “virar a outra face” e “amar os inimigos; orar pelos que nos perseguem” (Mt. 5:39 e 44).

    Pedro ainda estava impregnado da doutrina dos fariseus, baseada em preceitos ritualísticos do VT, quando perguntou a Jesus
: Mestre, quantas vezes devo perdoar meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete? E Jesus respondeu: "Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete" (Mt. 18:21 e 22).

    Jesus disse também em Lucas 17:3… Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o, e se ele se arrepender, perdoa-lhe; e se pecar contra ti sete vezes no dia e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me, perdoa-lhe".

    Assim, Jesus deu uma nova dimensão para a obsoleta lei do VT. Ele não aprovou o "olho por olho, dente por dente" ensinado por Jeová e propôs um caminho de "segunda milha" (Mt. 5:41).



    Se o Pai fosse o mesmo que Jeová
, Ele não mudaria sua atitude, como Jeová, que após ser convencido pelos argumentos de Moisés, acabou se arrependendo de trazer uma desgraça sobre o povo, a qual havia inicialmente intentado (Ex. 32:14). Antes disso, ele havia dito a Moisés: “deixa-me só, para que meu furor se acenda contra este povo e eu possa destruí-lo. Então eu farei de ti uma grande nação” (Ex. 32:9). Porem, está escrito em Tiago 1:17 que o verdadeiro Deus não muda nem há nele qualquer sombra de variação.

 

A filha de Jefté

    Se Jeová muda de atitude para bem, como alguns teólogos alegam se referindo a Exodo 32:14, porque ele também não mudou de atitude diante da súplica da inocente jovem, cujo pai pai havia feito um voto de sacrifício a Jeová (Ju. 11:37)?

    Jeová não interrompeu o sacrifício da jovem por seu próprio pai (Ju. 11:30 a 38), o qual havia feito um voto de sacrificar a Jeová a primeira pessoa que encontrasse após o retorno para sua casa, caso alcançasse vitória contra os amonitas
.

    É justo que a filha pagasse por causa da imprudência de seu pai? Jeová não estava interessado em evitar o sacrifício daquela jovem ou ele não podia evitar a tragédia?

    Porque ele não providenciou um animal para substituir o sacrifício, como foi feito quando Abraão ia sacrificar seu filho Isaque, já que a fidelidade de Jefté já estava suficientemente comprovada?

 


    Se o Pai fosse o mesmo que Jeová
, Ele não permitiria que sua ira se acendesse, como ocorreu com Jeová que se enfureceu contra Israel, incitando Davi contra eles (2 Sm. 24:1) porque o verdadeiro Deus é paciente para conosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham ao arrependimento (2 Pe. 3:9).

    No NT, a punição para aqueles que não se arrependem ocorrerá somente no futuro, por ocasião do juízo, enquanto que no VT a punição ocorria imediatamente após o delito, apesar de demonstrações de arrependimento de infratores, como o caso de Esaú (Hb. 12:17).


 

    Se o Pai fosse o mesmo que Jeová, Ele não enviaria um espírito de mentira como Jeová fez (1 Re. 22:17 a 23; 2 Cr. 18:21 a 22), porque nenhuma mentira vem da verdade (1 Jo. 2:21). Da mesma forma, em 1 Sm. 18:10 e 19:9 está escrito que aquele espírito mau que atormentou Saul vinha da parte de Jeová!

    Em 1 Reis 22:22 está escrito que Jeová pôs uma espírito de mentira na boca de todos os profetas. Esse fato está confirmado em 2 Crônicas 18:20, no qual Jeová disse que ele próprio seria o espírito de mentira!


    Com respeito à verdade, porem, Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo. 14:6), portanto, não há mentira nele. Ele disse também que o diabo é o pai da mentira e que não há nenhuma verdade nele. Disse também que quando o diabo mente, está falando na sua linguagem natural (Jo. 8:44).

    Que concórdia há entre a mentira e a verdade? Um verdadeiro Deus não pode permitir qualquer tipo de mentira.

    Nós lemos em João 1:17 que a lei foi dada por Moisés, mas a graça e a VERDADE vieram através de Jesus Cristo. Ora, se a verdade veio exclusivamente através de Jesus Cristo, então Jeová trouxe através da lei uma "não-genuína verdade".


 

    Se o Pai fosse o mesmo que Jeová, Ele não mataria ninguém, seja por execução por espada ou por queima no fogo, como Jeová ordenou em Lv. 20:14, ou ainda por enforcamento (2 Sm. 21:5, 9 e 14), porque estes crimes revelam um temperamento bárbaro e violento, o qual é incompatível com o Pai no NT. O Filho de Deus trouxe perdão verdadeiro e oportunidade para o sincero arrependimento, como Ele disse para aquela mulher apanhada em adultério: "Vai, e não peques mais" (Jo. 8:11).

    As punições de Jeová contra os pecadores eram geralmente contra a descendência deles, as quais não tinham culpa alguma pelo pecado de seus pais (Ex. 20:5; 34:7; Nm. 16:27-50; Dt. 3:6-7; 1 Sm. 15:1-3; Is. 14:21).

    Jeová perdoou Davi por seu adultério com Bate-Seba, mas matou o bebê que foi gerado a partir desse adultério. Ele atingiu a criança inocente com uma doença tal que ela nasceu morta (2 Sm. 12:15 a 18), mesmo depois do arrependimento e jejum de Davi. Não há amor e compaixão em um aborto criminoso! Não há efeito corretivo nem educacional em um assassinato deliberado!

    Por outro lado, o verdadeiro Deus Pai demonstra o seu amor, dando a vida do seu único Filho por todos aqueles que ainda são pecadores (Rm. 5:8), na esperança de que se convertam.




    Se o Pai fosse o mesmo que Jeová, Ele não aprovaria a escravidão, como fez Jeová, que disse: Quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas. Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e de suas gerações que estiverem convosco, que tiverem gerado na vossa terra; e vos serão por possessão. E possuí-los-eis por herança para vossos filhos depois de vós, para herdarem a possessão; perpetuamente os fareis servir (Lv. 25:44 a 46).

    Sem dúvida, a escravidão é um costume bárbaro, adotado somente por ditadores tiranos, sendo que sua prática é criticada população mundial em geral. A Declaração Universal dos Direitos Humanos condena veementemente a escravidão, a qual no entanto foi autorizada por Jeová no Velho Testamento!

    Contudo, Jesus o Filho do verdadeiro Deus, veio trazer libertação para todas as criaturas - tanto a libertação física como a libertação espiritual.

    A pior escravidão que existe é a escravidão espiritual, como está escrito: Todo aquele que peca é escravo do pecado(Jo. 8:34). Mas Jesus liberta aqueles que nele crêem, pois Ele disse: Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (Jo. 8:36) e também: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (Jo. 8:32).




    Se o Pai fosse o mesmo que Jeová, Ele não cegaria os olhos das pessoas, como diz Isaias  6:10. Também em 2 Coríntios 4:4 está escrito: “O deus deste século cegou a mente dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do Evangelho da glória de Jesus Cristo, o qual é a imagem de Deus”.

   
Por outro lado, Jesus veio curar esses "cegos" e para mostrar-lhes o caminho da salvação da parte do Pai, como Ele disse em João 9:39... “Eu vim a este mundo para que os que são cegos vejam e os que vêem sejam cegos".



    Se o Pai fosse o mesmo que Jeová
, Ele não aceitaria o sacrifício da queima de pessoas (inclusive crianças!) como Jeová fez (Dt. 13:15 e 16), porque o único sacrifício aceito pelo verdadeiro Deus é a adoração espiritual de um sacrifício vivo e voluntário, conforme Romanos 12:1.

 

    Quanto aos sacrifícios, está escrito em Ex. 20:24 que Jeová ordenou aos israelitas: Um altar de terra me farás e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas; em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti e te abençoarei”.

    Também em Isaias 43:23 Jeová disse: Não me trouxeste o gado miúdo dos teus holocaustos, nem me honraste com os teus sacrifícios”. Aqui Jeová está se queixando porque o povo de Israel não estava lhe trazendo os sacrifícios de animais requeridos em sua lei.

    Apesar de haver claramente ordenado os sacrifícios queimados, Jeová disse em Jeremias 7:22 que ele nunca tinha ordenado tais sacrifícios! Assim diz o texto: Ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios e comei a carne, porque nunca falei a vossos pais no dia em que vos tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios".

    Portanto, Jeová se contradisse a si mesmo e revelou nesse textos toda a incoerência de sua lei.

    Por sua vez, no Novo Testamento o sacrifício de animais foi abolido, porque eles não têm utilidade, desde que Jesus ofereceu seu próprio corpo e sangue como um único, suficiente e eterno sacrifício. Hebreus 10:6 registra a seguinte declaração:Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste”.

    Os sacrifícios que Deus se agrada estão em Hebreus 13:15… Ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome"

    A conclusão é: Jeová não é o mesmo que o Deus Pai, porque cada um deles é agradado com um tipo diferente de sacrifício.


 

     

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