Anjos, amigos ou inimigos?



 
 

Culto a anjos?

    É motivo de preocupação saber que hoje em muitos lugares os anjos tem sido mais honrados do que o próprio Jesus, apesar do apóstolo Paulo ter nos alertado contra esse tipo de heresia, chamando-a de "culto a anjos”  (Cl. 2:18).

    São músicas que evocam anjos, livros, imagens, incensos, velas e uma quantidade enorme de objetos disponíveis em lojas de artigos esotéricos e comércio em geral.

    Há inúmeras revistas e livretos que estimulam a busca do contato com os anjos através de seus nomes e a invocação do chamado “anjo da guarda”, os quais valorizam mais esse tipo de contato do que a aproximação do próprio Deus e Pai.

    Imagens de anjinhos “protetores” decoram as mesas e prateleiras de muitas casas, tanto de católicos como de evangélicos e outros grupos religiosos e místicos em geral. E assim, no chamado "meio cristão” existem várias músicas e citações que fazem referências a anjos, destacando o seu poder para operarem prodígios, curas e coisas sobrenaturais, baseados em uma compreensão distorcida do Salmo 91:11 e Mateus 18:10.


 

Anjos de luz?
 

    Ao invés de exaltarem exclusivamente a pessoa de Jesus, essas músicas estão trazendo os anjos de volta aos lugares de onde foram despojados por Jesus, tal como lemos em Colossenses 2:15...”e despojando os principados e potestades os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo”. Logo em seguida a esse texto o apóstolo Paulo advertiu no verso 18 quanto ao culto a anjos...”ninguem vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e cultos dos anjos, metendo-se em coisas que não viu”. Essa advertência mostra a preocupação do apóstolo com relação ao engodo que hoje muitos estão sendo vítimas.

    Há pessoas que, ignorantemente, valorizam mais esse "contato" com anjos do que a aproximação ao Deus verdadeiro e Pai, o qual traz efetiva salvação a todos os homens. Elas supõem que através de um contato com algum anjo de luz, elas serão curadas ou beneficiadas através de algum milagre sobrenatural. 

    É preciso lembrar que Satanás pode se transformar em anjo de luz, como diz 2 Coríntios 11:14...”e não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz". No Espiritismo, na Umbanda, Candomblé e outras religiões onde se invocam espíritos e entidades sobrenaturais, muitos podem estar reverenciando Satanás e seus demônios, imaginando que estão honrando “anjos de luz”, porque os seus olhos estão fechados para o alerta do apóstolo Paulo.

    Na realidade, luz verdadeira nós só encontramos em Jesus, como lemos em João 1:9...”ali (em Jesus) estava a luz verdadeira que alumia todo o homem que vem ao mundo”.
 

 

Espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens
 

    Os homens imaginam os anjos fazendo festa e tocando harpinha a cada pecador que se arrepende e o que ocorre é justamente o contrário, pois eles sabem que a cada homem que for reconciliado pelo amor benevolente do Pai, é mais um que vai julgá-los no futuro!

    Essa contenda velada entre os anjos e homens faz com que os homens nas suas lutas e provações sejam colocados como espetáculo para o mundo e para os anjos, os quais estão atentos aos menores deslizes dos homens já reconciliados com Deus, para terem o que acusar contra aqueles que um dia haverão de julgá-los, como diz I Coríntios 4:9...”porque tenho para mim que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como sendo condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens”.

    Portanto, a cada queda dos homens já reconciliados com Deus existe uma platéia de anjos, assim como a "torcida" de um time num estádio, que torce pelo fracasso daqueles que poderão ter um fim melhor do que eles.
 

 

Opositores e competidores
 

    Os anjos construíram um meio de condenarem e destruírem os homens através da implacável lei dada a Moisés no Monte Sinai.

    A lei é apropriadamente chamada "ministério da condenação" pelo apóstolo Paulo, o qual discerniu a estratégia dos anjos de tentar prejudicar a salvação dos homens, como ele explica em 2 Coríntios 3:9.

    Apesar dos cristãos pensarem que a lei foi dada por Deus, a Bíblia diz que ela foi dada por um anjo "oculto" atrás da sarça ardente. As declarações do mártir Estevão e do apóstolo Paulo, a seguir, deixam claro esse fato:

 

-   Estevão disse que um anjo apareceu para Moisés nas chamas da sarça incandescente (At. 7:30) e Moisés pensou que ele tinha ouvido a voz de Deus (At. 7:31);

-   Estevão disse que Moisés foi enviado para ser um legislador e mediador através do anjo que apareceu para ele na sarça (At. 7:35);

-   Estevão disse que Moisés esteve na assembléia no deserto com o anjo que falou com ele no Monte Sinai (At. 7:38);

-   Estevão disse aos seus compatriotas: "Vós recebestes a lei que foi posta em ação através de anjos" (At. 7:53)

Paulo confirmou que os anjos deram a lei a fim de trazer condenação e morte para o homem (2 Co. 3:7)

-    Paulo disse ainda que a lei foi colocada pelos anjos nas mãos de um mediador  (Gl. 3:19)

    Portanto, fica claro que aquele que transmitiu a lei para Moisés na sarça era um anjo.

    Os anjos na condição de “serviçais”, como diz Hebreus 1:14, sempre ambicionaram a condição de supremacia absoluta. Hoje os anjos estão em condição de superioridade em relação aos homens, como era também a situação de Jesus antes de sua exaltação (Hb. 2:7). No entanto, incomoda-lhes sobremaneira o fato de saberem que lhes está reservado o destino de virem a serem julgados pelos homens (I Co. 6:3).

    Como "competidores", os anjos não hesitaram em criar uma condição que trouxesse condenação para os homens, para de alguma forma se vingarem pelo desígnio que sobre eles pesa, pois lhes está reservado virem a ser futuramente julgados por aqueles que estiverem em condição de autoridade para tal (Ap. 20:4 e 1 Co. 6:2 e 3).

    Quão diferente foi, no entanto, o sentimento de Jesus Cristo! O que o elevou a condição de Deus supremo foi justamente o fato dele nunca ambicionar glória para si próprio, quando não havia ainda sido exaltado (Fl. 2:6 a 9; Ef. 1:20 a 22 e At. 2:36).

    Portanto, os anjos estão em tal oposição à raça humana que eles proporcionaram uma lei desfavorável aos homens, chamada por Paulo de “ministério da condenação” em 2 Coríntios 3:9, justamente com o objetivo de impossibilitar alguém de vir a ser salvo, pois pela lei ninguém se salva.
 

 

Espíritos ministradores
 

    Se em algumas situações os anjos eventualmente auxiliam os homens, no ofício de “espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação”, como lemos em Hebreus 1:14 e Mateus 4:11, certamente eles não fazem isso de si próprios, mas por causa da obediência ao Deus Altíssimo, a quem eles estão sujeitos.

    . No Éden os anjos pareciam policiais a guardar o jardim maculado.
    . No deserto eles pareciam mordomos ao servir o Filho de Deus.
    . No anuncio da ressurreição de Jesus eles fizeram o papel de propagandistas.
    . Ao proteger crianças eles se assemelham a babás.

    No entanto, não há mérito nos anjos porque eles não fazem mais do que deveriam fazer. Eles são espíritos que "enxergam" onde os homens não enxergam. Mas Jesus disse a Tomé: “Bem-aventurados são aqueles que não vêem e crêem” (Jo. 20:29).

    Quando um homem que não vê a Deus fisicamente, crê, ele passa a ter mais mérito diante de Deus do que todas as miríades de anjos, arcanjos, autoridades e potestades. 

    Portanto, se em Hebreus 1:14 lemos que os anjos são “espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação”, isto não quer dizer que aquilo que eles eventualmente  façam de forma a favorecer de alguma forma ao homem, seja feito com espontaneidade, mas com certeza o fazem à contragosto e por absoluta submissão ao Deus soberano. 
     



 
 

O anjo que lutou com Jacó
 

    Gênesis 33:24 diz que um anjo lutou com Jacó até o amanhecer. Quando o anjo viu que ele não estava conseguindo sobrepujar Jacó, tocou-lhe apelativamente e lhe disse: “Deixa-me ir porque já está amanhecendo”.

    Que espécie de anjo era esse que lutou com Jacó e estava temeroso pela luz?

    Em João 3:20 está escrito: “Todo aquele que pratica o mal odeia a luz e não vem para a luz por receio que suas obras venham a ser reprovadas”. Estaria o anjo com receio de que suas obras viessem a ser expostas pela luz do amanhecer?"

    Jacó pensou que estava vendo Deus face a face (Gn. 32:30) mas ele não percebeu que o verdadeiro Deus não teme a luz porque Ele é a própria luz.

    Quem era o anjo que lutou com Jacó? Era ele um "anjo bom" ou um "anjo mau"?

    - Se ele era um anjo bom, porque estava com medo da luz do amanhecer? (Gn. 32:26)

    - Se ele era um anjo mau, então há uma contradição em Oséias 12:3 e 4 que diz que aquele anjo era “Deus”.

    O lugar onde Jacó lutou com “Deus” foi chamado “Peniel” porque significa “Eu vi Deus face a face”. (Gn. 32:30)

    Como Paulo disse em 1 Timóteo 6:16 e João confirmou em 1 João 4:12, ninguém jamais viu a Deus, então eu concluo que Jacó pensava que estava vendo o verdadeiro Deus, mas na realidade estava vendo o anjo chamado "Jeová".

 


As aves do céu
 

    Na parábola do semeador de Lucas 8, Jesus associou as "aves do céu" com demônios, como Ele explicou no verso 12. Quando é mencionado "aves do céu", alguém poderia imaginar aquelas meigas criaturas - os passarinhos - voando no céu, mas pela interpretação de Jesus ficamos sabendo que elas significam anjos maus, prontos para arrancar a semente que foi semeada no coração dos homens.

    Também em Efésios 6:12 lemos que há "forças espirituais da maldade nos lugares espirituais"! É interessante que esse texto não diz "forças espirituais da maldade nos lugares infernais", como alguém poderia supor, ao se mencionar "forças da maldade". Portanto, nem tudo que vem do céu é benéfico!

    Os an
jos são seres que governam os "ares". Por causa disso, lemos em Ef. 2:2 que "o príncipe das potestades do ar é o espírito que opera nos filhos da desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne". Isso significa que o homem não reconciliado com Deus está debaixo do jugo dos anjos maus.



 


O tanque de Betesda
 

    O ministério do VT está tipificado no tanque de Betesda, onde anjos vinham ocasionalmente e remexiam a água, O primeiro que descesse no tanque após aquele movimento da água era curado de qualquer enfermidade que tivesse (Jo. 5:4).

    Portanto, só o "mais esperto" dentre aqueles enfermos era beneficiado a cada vez que os anjos remexiam aquela água.

    Se aquele paralítico, que há trinta e oito anos jazia enfermo junto ao tanque, dependesse do ministério daqueles anjos, ele permaneceria inválido para o resto de sua vida, porque não havia ninguém para ajudá-lo a entrar no tanque quando havia o movimento da água (Jo. 5:7).

    Felizmente Jesus encontrou-o e trouxe solução para o seu problema, porque Jesus não veio somente para os "espertos" e "rápidos", mas também para os marginalizados que não tem ninguém para ajudá-los.

    Portanto, o ministério dos anjos é discriminatório e favorável somente para pequenas elites privilegiadas, mas o ministério de Jesus alcançou tanto os justos e tementes como também os publicanos, prostitutas, leprosos, ladrões  e todos os rejeitados, porque Ele não veio chamar somente os justos, mas todos os pecadores para  o arrependimento, como diz Mateus 9:13.
 



 


A Parábola do filho pródigo
 

    Os anjos tem ciúmes do Evangelho que foi entregue aos homens, como está claro em I Pe.1:12...”aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, para as quais coisas os anjos desejam bem atentar”.

    Esse "ciúme" dos anjos está representado na “parábola do filho pródigo” relatada em Lc.15: 11 a 32. Ali há os dois tipos de homens que convivem neste mundo, os quais estão figurados pelo pródigo antes e depois de sua conversão: os homens em geral, afastados de Deus e seguindo pelos seus próprios caminhos estão representados pelo pródigo antes de sua conversão e os homens reconciliados com Deus estão representados pelo pródigo após a sua conversão, quando ele voltou para junto de seu pai.

 

 

    O filho mais velho, inconformado com a atitude benevolente do pai para com o irmão, representa os anjos que estão "enciumados" devido ao amor de Deus Pai em favor do homem pecador, pois o pai deu ao filho mais novo privilégios que nunca havia dado ao filho mais velho.

    É por isso que no verso 10, imediatamente antes dessa parábola, Jesus fez referência à alegria do Pai diante dos anjos por causa de um pecador que se arrepende.

    Muitas vezes esse texto é confundido como se a alegria fosse dos anjos diante do Pai, mas ocorre justamente o inverso.

    Leiamos atentamente esse verso que diz...”assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”.

    Está claro portanto que, se a alegria está diante dos anjos não se trata da alegria dos anjos, mas da alegria de Deus diante dos anjos, os quais na realidade estão com “dor de cotovelo” por causa da benevolência do Pai para com um pecador arrependido, exatamente como foi o inconformismo do filho que ficou junto do pai na parábola, o qual ficou tão indignado com a atitude do pai que não quis nem mesmo entrar na festa de comemoração por causa da volta do irmão, como diz o verso 28...”mas ele se indignou e não queria entrar".

    O pai ainda insistiu com o filho mais velho. Mas ele respondendo, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo agora este teu filho, que desperdiçou a sua parte da fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado (v. 29).

    A análise da parábola do filho pródigo mostrou, portanto, que pode-se associar o sentimento do filho mais velho com o sentimento dos anjos indignados.

    Pelo exemplo daquele pai da parábola do filho pródigo, fica claro que o Pai celestial está sempre de braços abertos quando um filho  torna para Ele, independentemente do que ele tenha feito com a sua parte da herança.

    A mesma alegria, porem, não vemos por parte do irmão que ficou ao lado do pai. Pelo contrário, ficou com ciúmes porque o irmão foi recebido com abraço, festa, calçados, anel de honra e até bezerro cevado para o banquete da comemoração pela sua volta.

    Já vimos também na observação de Jesus no verso 10 desse capítulo, ao dizer que há alegria no céu diante dos anjos por causa de um pecador que se arrepende, que Ele evidenciou que essa alegria é da parte do Pai exclusivamente, embora a cristandade interprete o fato imaginando uma "festa" por parte de anjos todas as vezes que alguém “aceita Jesus como seu Salvador pessoal”.

    Assim, conforme já analisamos, o texto também deixou claro que essa alegria não é dos anjos mas sim, diante dos anjos. A cena correta seria então imaginar a alegria do Pai comemorando e os anjos tendo que escutar ao longe aquela festa, tal como o filho mais velho da parábola, o qual não se conformava com a benevolência do pai em favor do irmão mais novo que havia se afastado.

 


"Um pouco menor do que os anjos"
 

    Quão diferente do sentimento ambicioso dos anjos foi a atitude revelada por Jesus, pois sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra (Fl. 2:5 a 10).

    Jesus trouxe um Novo Concerto, não para condenar os homens como a lei do Velho Concerto, mas para salvá-los (Jo. 3:17), pois Deus quer que todos os homens sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade (1 Tm. 2:3). A intenção de Jesus ao submeter-se ao Pai certamente conflitou com o sentimento ambicioso dos anjos na sua busca obsessiva de poder e domínio nos lugares celestiais.

    De acordo com Hebreus 2:9, Jesus foi feito "um pouco menor que os anjos" após sua encarnação, mas foi exaltado e glorificado pelo Pai, e com isso Ele foi "ungido com óleo de alegria mais do que os seus companheiros", como diz Hebreus 1:9. O contexto deixa evidente que essa expressão "companheiros" se refere à anjos.

    Quando Jesus voltou para o céu, os anjos que tentaram usurpar o domínio durante sua "ausência temporária", tiveram de se submeter ao Filho e também adorá-lo, como diz Hebreus 1:6. Em 1 Pedro 3:22 está escrito que quando Cristo subiu de volta ao céu, os anjos, as autoridades e as potências angelicais se sujeitaram a Ele, o que significa que eles foram definitivamente despojados de suas posições privilegiadas (Cl. 2:15).
 


 

O triunfo de Jesus
 

    Quando Jesus assentou-se à destra do Pai, todas as coisas foram colocadas aos seus pés, sendo que Ele foi exaltado acima de todo principado, poder, potestade e domínio, seja no céu ou na terra, como diz Efésios 1:20 a 22.

    De fato, os poderes e autoridades angelicais foram despojados quando Cristo triunfou na cruz, e logo a seguir na ressurreição.

    Destituídos de seus lugares privilegiados originais, restou aos anjos  a capacidade de atormentarem os homens, os quais estão cegos para verem que seus "pseudo-amigos" são na realidade, seus inimigos.


 


Conclusão
 

    Diante de tudo o que apresentamos, longe de nós esteja imaginarmos que os anjos são seres bonzinhos que querem nos fazer aproximar de Deus e que se alegram quando somos reconhecidos como filhos do Pai. Ao invés disso, eles querem nos separar do amor de Deus, como lemos em Romamos 8:38 e 39...”porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Jesus Cristo, nosso Senhor”.

    Quanto aos anjos no papel de “mensageiros” ou “espíritos ministradores”, como diz Hebreus 1:12, podemos dizer que eles são na melhor das hipóteses, meramente executores de alguma tarefa especial de Deus em favor dos homens, portanto, nenhuma honra lhes diz respeito.

    Infelizmente, porem, muitos estão reverenciando, louvando com músicas, invocando o seu “anjo da guarda”, tendo "visões" e até cultuando anjos, mesmo depois de advertências tais como Colossenses. 2:18.

    Que ninguém se engane e venha a servir quem não merece ser servido, mas antes tem obrigação de servir ao único a quem é digna toda a honra,  glória e exaltação – o Rei dos séculos, imortal, invisível, Deus vivo e único (I Tm. 6:17). 

 

     

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