Da mesma forma que no VT a circuncisão era o sinal do concerto entre Jeová e os homens (Gn. 17:9 a 14), no NT o sinal da adoção pelo Pai é o batismo (Mc. 16:16).

    Através do batismo, os cristãos que crêem são ressuscitados dos mortos pela glória do Pai para viverem em novidade de vida (Rm. 6:3 e 4).

    Contudo, há uma grande diferença entre esses dois sinais: a circuncisão do VT era só para homens, enquanto que o batismo do NT é para homens e mulheres, pois eles são iguais perante Deus em Cristo Jesus (Gl. 3:28).

    Paulo disse que a verdadeira circuncisão é aquela que não é feita por mãos de homens, mas a circuncisão feita por Cristo, havendo sido sepultados com Ele no batismo e ressuscitados com Ele através da fé no poder de Deus (Cl. 2:11 e 12).

 

 

batismo
e  circuncisão

 
 
 



Figuras do Batismo

    Alem da circuncisão, há outras figuras do batismo no Velho Testamento, tais como o dilúvio e o batismo de Naamã.

    A travessia através do Mar Vermelho foi também uma alegoria do batismo, como diz 1 Coríntios 10:2: “Nossos pais estavam todos sob a nuvem e todos eles passaram pelo mar”. A diferença é que na passagem pelo mar, os egípcios foram criminosamente afogados na água enquanto que os israelitas passaram à seco; mas no batismo do NT são os demônios que são extintos e o cristão é "sepultado com Cristo", a fim de que seja espiritualmente ressuscitado dos mortos, como Ele foi (Rm. 6:4).

 

O dilúvio

    “Somente algumas pessoas foram salvas na arca pelas águas e essa água simboliza o batismo que agora vos salva – não pela remoção da sujeira do corpo mas pela indagação de uma boa consciencia para com Deus” (1 Pe. 3:21).

    O dilúvio foi uma alegoria do batismo. A diferença é que no dilúvio do VT todas as criaturas foram criminosamente afogadas nas águas, exceto aquelas que entraram na arca, mas no batismo do NT a velha criatura é afogada a fim de que o cristão possa viver em novidade de vida (Rm. 6:4).

 


 
 

O batismo de Naamã


    Outra alegoria do batismo no VT está em 2 Reis 5, onde Naamã foi curado de lepra quando ele mergulhou sete vezes na água do Jordão.

    A fim de confirmar metaforicamente a eficácia do batismo para eliminar pecados, Naamã foi curado de lepra após mergulhar sete vezes no rio Jordão.

    A diferença é que a lepra de Naamã passou para Geazi e seus descendentes que não tinham nada a ver com a sua culpa (2 Re. 5:27), mas no batismo do NT a lepra espiritual dos cristãos é limpa porque Jesus levou si as nossas enfermidades (Mt. 8:17) e os únicos prejudicados são os demônios que são despojados.

 





O batismo é necessário para a salvação
?
 

    Alguns cristãos afirmam que o batismo não é indispensável para a salvação, embora vários textos na Bíblia deixem claro não somente a sua importância como também a sua necessidade. Um deles é Mc. 6:16, no qual Jesus disse que todo aquele que cresse e fosse batizado seria salvo.

    De acordo com At. 22:16, foi dito a Paulo: Levanta-te , sê batizado e lava os teus pecados, clamando pelo nome de Jesus. Também em 1 Pe. 3:21 nós lemos que a água do dilúvio simbolizou o batismo que agora nos salva.

    Contudo, numa atmosfera banal de religiosidade, muitas igrejas praticam o batismo apenas para propiciar o ingresso de pessoas em seu rol de membros. Eles dizem que o batismo é importante mas não essencial para a salvação.

    Porem, se o batismo não fosse vital, Jesus não insistiria com João Batista, dizendo que "convinha que se cumprisse toda a justiça" (Mt. 3:13 a 15).

    Podemos ver também a urgência do batismo na atitude em que o etíope pediu a Filipe para que fosse imediatamente imerso na água (At. 8:36).

 


Obom ladrão"
 

    Muitos cristãos alegam a não necessidade de batismo usando o exemplo do “bom ladrão”, o qual foi crucificado ao lado de Jesus e foi salvo sem tempo para ser batizado, pois Jesus disse a ele: “Hoje estarás comigo no Paraiso” (Lc. 23:43). De acordo com a tradição, seu nome era Dimas.

    Contudo, ninguém pode dizer com absoluta certeza que esse ladrão não tenha sido batizado antes.

    Ele poderia ser um discípulo de Jesus, convertido após seu arrependimento, embora no passado tenha cometido delitos que o levaram à condenação por crucificação. O fato é que todos os discípulos de Jesus eram batizados com o batismo para arrependimento, o qual houvera sido ministrado também por João Batista.
 

    As últimas palavras daquele "bom ladrão" revelam uma grande intimidade com os ensinos de Jesus, como podemos ver em Lucas 23:40 a 42:

    - ele replicou o outro ladrão, o qual proferia insultos para Jesus e admitiu que estava sendo punido com justiça pelos seus pecados cometidos, o que significa que estava arrependido;

    - ele disse que Jesus não tinha feito nada errado; ninguém pode atestar o que uma outra pessoa tenha feito ou deixado de fazer, a menos que tenha gasto muito tempo junto com essa pessoa;

    - ele pediu que Jesus se lembrasse dele quando chegasse em seu reino. Assim, ele sabia que Jesus tinha poder sobre a morte e um reino espiritual. Ele estava convencido que Jesus poderia se lembrar dele, mesmo depois da morte. Nenhum dos discípulos de Jesus tinha esse conhecimento naquela ocasião. Eles ainda estavam disputando por melhores lugares em um reino terreno! (Mc. 10:35 a 37).

 



 
     

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