Na Bíblia, Deus é definido como "amor"
(1 Jo. 4:8). E este é o verdadeiro amor: não que tenhamos amado a Deus, mas que Ele amou-nos e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados (1 Jo. 4:10).

    Sendo que o Filho está no Pai e o Pai está no Filho, tal como Jesus disse a Filipe em Jo. 14:10, então Jesus também é amor em sua essência e natureza.   

    Toda dádiva e dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes (Tg. 1:17).

    Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único Filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna. Pois Deus não enviou seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo pudesse ser salvo por Ele (Jo. 3:16 e 17). 
 

 
     
 

O verdadeiro Deus é amor

 
     
 

 

 




A misericórdia e o amor de Deus
 

    O Pai é misericordioso e seu ministério é fundamentado no amor. Ele julga cada atitude dos homens imparcialmente (1 Pe. 1:17). Como diz 1 João 3:1... "Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus!"

    Em Rm. 5:8, Paulo disse que Deus demonstrou seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Através de Jesus, Deus estava reconciliando o mundo consigo mesmo, não levando em conta os seus pecados. Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus (2 Co. 5:19 e 21).

    Deus é longânimo para conosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham ao arrependimento (2 Pe. 3:9). Pois Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo (1 Te. 5:9).

    Jesus
disse a um homem influente entre os judeus que ninguém é bom, senão Deus (Lc. 18:19). Se não fosse pela graça e misericórdia de Deus, todos pereceriam. Deus tem derramado seu amor em nossos corações pelo seu Espírito Santo, que Ele nos tem dado, como diz Rm. 5:5.

    A graça de nosso Senhor Jesus Cristo significa que, que sendo Ele rico, se fez pobre para que pela sua pobreza enriquecêssemos (2 Co. 8:9).

    Como diz Mateus 5:45, Deus faz com que o seu sol se levante sobre justos e injustos.

    Cristo não veio chamar os "justos", mas os pecadores (Mt. 9:13), mesmo porque aqueles "justos" já tem as Escrituras e a lei para julgá-los e Moisés como acusador deles (Jo. 5:45).

   

    Em Lucas 6:35 está escrito que Deus é misericordioso até para com os ingratos e maus. Ora, se Deus é paciente até para com os ingratos e maus, não será misericordioso para aqueles que são obedientes e que nele crêem?

    Com certeza irá alcançar aqueles que têm uma inclinação para o que é bom e honesto, como Cornélio que era piedoso e temente a Deus, o qual dava esmolas com generosidade e de contínuo orava a Deus (At. 10:2).

    Baseados nesses textos, podemos concluir que Deus não discrimina pessoas, raças ou condições sociais, como At. 10:34 e 35 confirma.

    Deus não julga segundo as aparências (Gl.  2:6). Para Deus não há diferença entre judeu ou não judeu, macho ou fêmea, rico ou pobre (Gl. 3:28). A graça de Deus que traz salvação a todos os homens se manifestou através de Cristo (Tt. 2:11).

    Em uma certa ocasião, Jesus revelou seu carinho especial para com as crianças, pois as pessoas traziam-nas a Ele para que as tocasse e abençoasse, enquanto que os discípulos repreendiam essas pessoas e imaginavam com isso estar evitando que o Mestre estivesse sendo incomodado.

    Quando Jesus viu isso, Ele lhes disse: "Deixai as crianças virem a mim e não as impeçais, porque de tais como elas é o Reino dos céus. Digo-vos a verdade, quem não receber o Reino como uma destas crianças, nunca entrará nele". Então Jesus tomou as crianças em seus braços e as abençoou.

 




Predestinação, fatalidades e conseqüências da má semeadura
 

    Muitos imaginam que as tragédias e provações desta vida são como um implacável castigo imposto por Deus sobre aqueles que sofrem, como os discípulos de Jesus imaginavam que se aplicava no caso daquele cego de João 9:2. Mas Jesus negou esse conceito, explicando aos discípulos que o Pai não tem tais propósitos. Antes, Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Tm. 2:4).

    Jesus contou sobre os galileus que foram sacrificados (Lc. 13:2) e sobre os dezoito que morreram quando a torre de Siloé caiu sobre eles (Lc. 13:4), mas Ele não imputou aquelas tragédias ao Pai, seja como castigo ou sob qualquer outro pretexto.

    Muitas pessoas responsabilizam a Deus por qualquer tragédia ou catástrofe que venha a ocorrer, como se Ele fosse um tirano que tivesse prazer em fazer pessoas infelizes. Outros chamam a esse destino fatal “karma”, como se fosse uma força impessoal e imutável capaz de decidir o destino dos homens. Ora, se isso fosse verdade, então esse "Destino" seria maior que o próprio Deus.

    Normalmente se colhe o que se semeia. Aquele que semeia na carne, ceifará a corrupção e aquele que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a via eterna, como diz Gálatas 6:7 e 8. Aquele que culpa a Deus pelas desgraças e infortúnios de sua vida, em geral não quer assumir a responsabilidade pelas más conseqüências de seus próprios pecados.

    Na predestinação de Deus em favor do homem não há predileções nem favoritismos. Em Ef. 1:4 e 5 está escrito: Deus nos elegeu nele antes da fundação do mundo para que fossemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade, e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo”.


 

No evangelho de Jesus Cristo não há pretextos para retaliações
 

    Jesus ensinou através dos ensinamentos que Ele próprio recebeu do Pai. Diferentemente das regras do VT, Jesus trouxe a mensagem de não-retaliação e de não-vingança, como diz Mt. 5:38 e 41.

    Quando Jesus foi preso, Simão Pedro arrancou a orelha de um servo do sacerdote, o qual chamava-se Malco (Jo. 18:10). Mas Jesus ordenou a Pedro: "Ponha sua espada na bainha. Não beberei eu o cálice que o meu Pai me deu?" Jesus sabia que toda escritura teria de ser cumprida (Mc.14:50), e porisso restituiu a orelha de Malco (Lc. 22:51).

    Se Jesus quisesse, Ele poderia apelar para a força física a qualquer momento para atingir seus objetivos, mas conforme seus ensinamentos, Ele reprovava toda a sorte de violência e vinganças.

    Quando seus discípulos pediram-lhe permissão para invocar fogo do céu para destruir os samaritanos, Jesus repreendeu-os e  disse: "Vós não sabeis de que espírito sois, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los (Lc. 9:55 e 56).

    Certamente nessa época, os discípulos ainda estavam inspirados pelo mau exemplo de Elias, em que o profeta do VT pediu fogo do céu, o qual consumiu cem soldados de Acazias (2 Re. 1:10 a 12). 


 

A atitude de Jesus no Templo
 

    Apologistas das regras severas do VT alegam que Jesus também teve uma atitude agressiva no Templo de Jerusalém, quando Ele expulsou aqueles que estavam comprando ou vendendo bezerros e ovelhas para os sacrifícios (Jo. 2:13 a 15).

    Ele também derrubou as mesas dos cambistas, isto é, daqueles que trocavam dinheiro dos estrangeiros para a compra de animais para os sacrifícios (Mc. 11:15).

    Contudo, devemos considerar que, mais importante que a reação "humana" de Jesus foi o seu significado profético, pois através dessa atitude Ele mostrou que o sacrifício de animais do VT se tornou obsoleto e sem utilidade (Hb. 9:11 a 26).

    Aqueles sacrifícios meramente religiosos foram substituídos pelo precioso sacrifício de Jesus através de seu próprio sangue (Hb. 10:4 e 19; 1 Pe. 1:19).

    Portanto, Jesus não foi movido por um sentimento mau de ira naquela ocasião, porem por zelo pelo genuíno Evangelho que Ele trouxe da parte do Pai (Jo. 2:17).

 

 


A graça de Deus
 

    Em Tito 3:5 está escrito: "Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus nosso Salvador para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo". Também em Efésios 2:4 lemos: "Mas Deus que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas e pecados, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça somos salvos)".

    O objetivo dessa graça foi profetizado por Zacarias, o pai de João Batista em Lucas 1:77 a 79... "para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados, pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, com que o Oriente do alto nos visitou para alumiar os que estão assentados em trevas e sombras de morte, a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho de paz".

   
A disciplina exemplar mencionada no NT conforme Hebreus
12:5 a 11 através dos princípios baseados nos ensinos de Jesus, é muito diferente das punições meramente vingativas de Jeová no VT.

    A punição proveitosa nunca tem um fim fatal. Deus conhece os nossos limites e nunca permitirá que sejamos tentados acima do que podemos suportar; antes com a tentação, dará também o escape para que a possamos suportar (1 Co. 11:13).

    Concluimos esse  estudo com Romanos 8:38... "Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor".

 

     

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